Saúde

Desconfinamento demasiado rápido é “estupidez epidemiológica” num “momento perigoso” da pandemia, alerta Mike Ryan da OMS

Uma "estupidez epidemiológica" e que pode deitar "tudo a perder". É assim que Mike Ryan, da OMS, descreve o desconfinamento demasiado rápido. "Não parece que a pandemia tenha acabado", frisa.

O desconfinamento antes do tempo é uma “estupidez epidemiológica” e pode “deitar a perder os ganhos que os países conseguiram até agora”, alerta Mike Ryan, diretor de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sublinha que a variante Delta é transmissível, o que faz com que o mundo esteja a passar por uma fase mais perigosa da pandemia.

O especialista destaca, em entrevista ao The Guardian, que os “casos estão a disparar” novamente. “Em todos os países das Américas, ainda se regista um milhão de casos todas as semanas. Ainda não acabou. O mesmo na Europa, em que há meio milhão de casos por semana. Não parece que a pandemia tenha acabado”, vinca.

Na origem deste aumento de infeções estará a transmissibilidade da variante Delta, que leva a que haja muitas infeções mesmo entre indivíduos vacinados. Estes motivos faz com que, em caso de desconfinamento, haja um grande número de infeções. 

Mike Ryan diz que a reabertura dos países, principalmente naqueles que ainda não vacinaram uma grande parte da população, dá origem a uma “mistura tóxica“. É tempo, por isso, de manter todos os cuidados, adverte o especialista, frisando que cabe a cada país decidir o que deve ou não fazer.

Estas declarações surgem após o Reino Unido anunciar que deverá avançar com a última fase do seu plano de desconfinamento a 19 de julho — o que implica a reabertura de todos os negócios (como discotecas), o fim do teletrabalho e o fim dos limites para ajuntamentos.

 

FONTE  observador.pt josecarlosduarte

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observador.pt
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