Economia

Governo quer portugueses a comer carapau. Quota da pesca com aumento históric

No próximo ano, Portugal vai poder pescar mais peixe. Carapau lidera a subida com um aumento de 69% da quota de permissão para a pesca.

Portugal conseguiu esta quarta-feira um aumento para as 131 mil toneladas nas possibilidades de pesca para 2019, o que representa “um novo máximo histórico” desde que há registo das capacidades de capturas, garante a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

“Temos muito boas notícias para Portugal, para os nossos pescadores e armadores de pesca, com um aumento de 24% do total de capturas possível, atingindo as 131 mil toneladas”, disse a ministra, no final do Conselho de ministros das Pescas, marcado, como habitualmente, por uma maratona negocial.

O aumento recorde vai para a quota de pesca de carapau, “a espécie mais abundante que evolui nas nossas águas e cujo consumo deve continuar a ser promovido”, defende a ministra. A quota para a pesca deste peixe sobe 69%.

Entre as outras espécies que beneficiam do aumento das quotas estão também o tamboril, o lagostim, as raias, o atum rabilho (consumido em sushi). No caso do lagostim e tamboril, o aumento das capturas é de 5%, em vez dos 2% inicialmente propostos. Também a pesca da raia pode aumentar em 10% quando estava prevista não ser alterada. Já o atum rabilho aumentará 11% e o peixe areeiro 35%, especificou a ministra.

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A quota pesca de carapau é a que mais aumenta Rui Gaudêncio

No que respeita ao bacalhau, a frota pesqueira portuguesa beneficia de um aumento de 12% para o conjunto das três quotas de pesca desta espécie, incluindo nas zonas NAFO (Atlântico Noroeste), nomeadamente o Canadá, o que representa um aumento de 953 toneladas.

Ana Paula Vitorino esclareceu ainda que Bruxelas propunha uma “redução de 14%” na captura de pescada, mas foi possível travar o corte e “manter a mesma quota do ano passado”.

As quotas de pesca atribuídas a Portugal para o próximo ano representam, segundo a ministra, um aumento de 35 milhões de euros relativamente a 2018, o que permitirá atingir “um valor global de cerca de 220 milhões de euros”, o que é muito significativo”, afirma.

“Em contrapartida, são reduzidas as quotas de pesca relativas à Sarda e Verdinho, na sequência das recentes negociações da UE com países terceiros com quem são partilhados esses stocks, como a Noruega, Islândia e Ilhas Faroé”, lê-se no comunicado.

Já sobre a sardinha, que não deverá ser pescada até Maio do próximo ano, não foi dada qualquer informação.

O aumento de quotas não deixa de exigir que Portugal tenha de cumprir, em 2020, o objectivo do rendimento máximo sustentável das unidades populacionais.

 

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FOTO RUI GAUDENCIO

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