Cultura

Nunca se chumbou tão pouco em Portugal

Novos dados mostram que os anos mais difíceis são o 12.º e o 7.º no ensino secundário e básico, respectivamente.

A taxa de chumbos e desistências escolares continuam em rota decrescente em todos os anos da escolaridade obrigatória, excepto no 11.º ano, mostra o balanço anual da Direcção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC ) relativo a 2016/17.

Durante o período analisado – os últimos 17 anos -, nunca houve tão poucos alunos a ficarem pelo caminho, em termos percentuais. No ensino básico (do 1.º ao 9.º ano) apenas 5,5% das crianças não transaccionaram de ano. No secundário (10.º a 12.º), esse valor aumenta para os 15,1%.

Em 2001, a taxa de retenção e de desistência atingia 12,7% dos alunos no básico e os 39,4% dos alunos do secundário, cita o jornal Público.
Acreditando nos valores da DGEEC os anos mais complicados para os alunos são, em primeiro lugar, o 12.º (26,2% ficam retidos ou desistem) e depois o 7.º (11,4%). Em 2001, o nível de retenções no 12.º ano era de 52,5% e no sétimo de 21,2%.

O Ministério da Educação referiu, em comunicado, a “evolução muito positiva das taxas de transição e conclusão dos alunos”.

“Há uma redução do insucesso escolar de 19%, 13% e 15% nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos de escolaridade, respectivamente, e de 4% no ensino secundário, face ao ano lectivo anterior”, acrescentou ainda.

O ministério liderado por Tiago Brandão Rodrigues não tem dúvidas: este sucesso deve-se, em grande parte, ao Governo em funções. “A partir 2016, o actual Governo colocou em marcha um conjunto de medidas educativas inovadoras e ambiciosas, tais como o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o apoio tutorial específico ou o reforço da Acção Social Escolar, no sentido de permitir a todos os jovens as condições adequadas para uma escolaridade bem-sucedida, combatendo aliás um dos problemas estruturais que vinham sendo identificados em Portugal, em contraste com a grande maioria dos outros países europeus: as elevadas taxas de insucesso escolar.”

A olhar para os números, é possível perceber que desde 2016, o valor de alunos retidos e que desistem desceu em todos os anos, excepto no 11.º ano, em que não houve evolução positiva face a 2016: a taxa dos que ficaram pelo caminho era, nesse ano, de 7,1% e assim se manteve em 2017.

O ministério destaca ainda o aumento do número de alunos a frequentar o ensino secundário (mais 2,1% face a 2016), “que não acompanha os efeitos da quebra demográfica, evidenciando o sucesso do alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos”.

FONTE SABADO.PT


Fonte da Notícia
SABADO.PT
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