Nacional

Ministro da Defesa foi informado da encenação da recuperação das armas de Tancos, diz ex-porta-voz da PJM

Azeredo Lopes desmentiu categoricamente.

O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, terá sido informado da operação encenada pela Polícia Judiciária Militar (PJM) para recuperar as armas furtadas de Tancos, um mês depois de ela ter sido realizada, avançou o Expresso nesta quinta-feira, e confirmou o PÚBLICO junto de fontes ligadas ao processo. O ministro negou estes factos.

De acordo com as mesmas fontes, esta informação foi transmitida ao juiz de instrução que conduziu o interrogatório do investigador e ex-porta-voz da PJM [Polícia Judiciária Militar], major Vasco Brazão. O ministro terá sido informado porque a PJM, como órgão de polícia criminal, embora responda perante o Ministério Público, depende funcionalmente do Ministério da Defesa.

Segundo o Expresso, o ministro recusou-se a comentar a informação de Vasco Brazão no seu depoimento de oito horas no Campus da Justiça, prestado na noite e madrugada de terça e quarta-feira, invocando o segredo de justiça. Contudo, precisa o jornal, questionado sobre se foi informado da operação de encobrimento na recuperação das armas de Tancos, Azeredo Lopes negou categoricamente.

A PJM terá engendrado este plano para recuperar as armas furtadas dos paióis de Tancos, em Junho do ano passado, na suposta tentativa de recuperar a investigação criminal que tinha sido entregue pelo DCIAP à Unidade de Contra Terrorismo da PJ, depois de, numa primeira fase, serem levantadas suspeitas de que as armas poderiam ter sido roubadas para fins terroristas.

Segundo o Expresso, o major Vasco Brazão disse ao Tribunal de Instrução Criminal ter entregue pessoalmente ao chefe de gabinete do ministro um memorando sobre o assunto, acrescentando que este, à frente de dois militares da PJM, contactou telefonicamente o ministro. Nesta versão, quer o titular da pasta, quer o seu chefe de gabinete, não teceram comentários sobre aquela informação. Depois das suas declarações, a Vasco Brazão foi imposta a pena de prisão domiciliária sem pulseira electrónica.

fonte publico.pt

foto ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Fonte da Notícia
PUBLICO.PT
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