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Fogo na Serra da Estrela com 3 frentes ativas. Proteção Civil quer aproveitar janela da manhã para “fechar pontos críticos”

Incêndio na Serra da Estrela que reacendeu tem três frentes ativas. Proteção Civil quer aproveitar "janela de oportunidade" dada por manhã fresca e fechar "pontos críticos quentes".

O fogo da Serra da Estrela, que tinha sido dado como dominado no sábado, é esta terça-feira o que concentra mais meios depois do reacendimento registado ontem. Pelas 07h40 desta terça-feira, as chamas estavam a ser combatidas por 1061 operacionais no terreno, assistidos por 332 meios terrestres, aguardando-se a chegada de meios aéreos.

O incêndio tem neste momento três frentes ativas, revelou António Ribeiro, comandante regional da Proteção Civil do Centro à SIC. “A frente na zona de Carvalheira ainda está desfavorável, com muito trabalho a ser feito. Temos outra mais a norte, em Seixo Amarelo, e outra em Vale Amieiro. Contamos atingir os nossos objetivos nesse trabalho que está a ser desenvolvido”. No entanto, sublinha que não são zonas com acesso, estão em vales encaixados. “O trabalho está a ser feito com apoio de maquinaria pesada”. Para as próximas horas está prevista a chegada de 6 ou 8 meios aéreos.

Estamos a aproveitar este arrefecimento noturno e esta quebra de vento. Temos esta janela de oportunidade de manhã, em que estamos a incidir todo o esforço para fechar, pelo menos, os pontos mais críticos para evitar reacendimentos.”

O comandante acrescentou que não existem localidades em perigo, mas reconhece que “ainda temos muito trabalho pela frente que está a exigir muito esforço de quem está a combater”.

Na segunda-feira, em conferência de imprensa, o comandante da Proteção Civil André Fernandes revelou que houve três ignições em simultâneo em Vale Formoso, na Covilhã, e que a origem dos reacendimentos ainda não foi apurada.

O incêndio na Serra da Estrela estava a ter à noite um “comportamento violento e de intensidade elevada”, avisou André Fernandes, comandante da Proteção Civil, em declarações aos jornalistas a partir de Oeiras. A meteorologia não está a favorável ao combate, com vento forte — as rajadas chegam a atingir os 40 km/h — e a humidade relativa continuava baixa.

“Espera-se uma noite de combate efetivo”, avançou André Fernandes. A estratégia será “salvaguardar a integridade física da população e combatentes, a defesa do património edificado e aproveitar janelas de oportunidade na frente que se dirige para este, onde estão zonas agrícolas que podem servir de tampão na progressão do incêndio”. Várias localidades foram evacuadas.

Sobre o caso de sete bombeiros que estiveram desaparecidos no combate às chamas no incêndio da Serra da Estrela — e que entretanto já foram localizados e estão bem —, a Proteção Civil esclareceu que os combatentes eram de Aveiro, mas que não acionaram os botões de emergência no interior dos carros. “Não houve nenhum problema com corpos de bombeiros, tiveram é de fazer um combate efetivo em Vale Formoso”, contou André Fernandes.

A praia fluvial e o parque de campismo de Valhelhas foram evacuados na segunda-feira à tarde. O incêndio tinha começado a 6 de agosto e foi dado como dominado ao fim de uma semana, mas nunca foi dado como extinto. Até sábado tinham sido consumidos mais de 14 mil hectares envolvendo área do Parque Natural da Serra da Estrela. O Governo já anunciou que as causas e combate a este incêndio, tal como outros grande sinistros, iam se investigadas.

Outro incêndio começou às 18h02 deste domingo em Abrantes e já está em fase de resolução. Há 147 bombeiros na localidade de Fontes, acompanhados por 51 carros de bombeiros. De acordo com o CDOS de Santarém, 10% do perímetro permanecia ativo às 16h30 desta segunda-feira.

Um fogo em Ourém entrou em fase de resolução, confirmou à agência Lusa fonte do CDOS de Santarém. Incêndio está a ser combatido por 204 bombeiros assistidos por 68 meios terrestres, tendo o alerta, na localidade da Marta, distrito de Santarém, chegado à Proteção Civil às 15h32 desta segunda-feira. Uma das frentes ativas estava a dirigir-se para Tomar ao final desta segunda-feira.

O incêndio que lavra na Serra do Marão, concelho de Vila Real, também entrou em fase de resolução, segundo a Proteção Civil, depois de ter tido duas reativações na segunda-feira. Estão no terreno 61 operacionais no incêndio que começou às 22h37 deste sábado. A Proteção Civil deslocou 22 viaturas de bombeiros.

Este incêndio tinha sido dado como extinto na noite de domingo, mas sofreu esta segunda-feira uma reativação. O reacendimento aconteceu por volta das 13h30 e evoluiu em direção “ao alto da serra, onde estão as antenas”, disse à agência Lusa o chefe da equipa da sala do Comando Distrital de Operações de Socorros (CDOS) de Vila Real, Carlos Sousa.

FONTE Marta Leite Ferreira observador.pt

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OBSERVADOR.PT
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