Ciência

Copo meio cheio ou meio vazio? Novo estudo explica porque otimistas vivem mais

De acordo com os investigadores, otimistas vivem mais tempo e sentem menos stress

Um novo estudo sugere que pessoas otimistas experienciam menos situações stressantes durante o seu dia a dia do que pessoas que tendem a ser mais pessimistas. Menos stress leva a mais elevados níveis de bem-estar emocional, o que, por sua vez, leva a uma diminuição no risco de vor a ter doenças crónicas e a uma vasta longevidade, dizem os autores do estudo, publicado no The Journals of Gerontology.

No total, 233 homens, com uma idade média de 76,7 anos, foram analisados para esta investigação, após terem inicialmente participado num grande estudo longitudinal sobre processos de envelhecimento, conduzido pelo Departamento dos Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos e começado em 1961. Primeiro, os homens responderam a um questionário em 1986 e 1991, que tinha como objetivo avaliar o seu grau de otimismo; depois, em 2001 e 2002, receberam dos investigadores uma espécie de diário, onde, durante um período de 8 dias, teriam de escrever sobre o seu estado de espírito e relatar todas as ocasiões stressantes pelas quais teriam passado.

Essencialmente, os resultados mostram que os participantes mais otimistas vivenciam menos stress diariamente do que os seus congéneres pessimistas. Todos os questionados tinham idades e estilos de vida semelhantes, pelo que não há uma explicação clara que substancie estas conclusões. Lewinda Lee, uma das autoras do estudo e professora assistente de psiquiatria na Universidade de Boston, nos Estados Unidos, equaciona que “talvez as pessoas otimistas limitem a sua exposição a situações que levem a stress, ou então têm menos tendência para classificar situações como stressantes”.

Lee diz também que, embora seja difícil reajustar conscientemente o nível pessoal de otimismo ou pessimismo, o caminho para uma vida com um maior bem-estar emocional passa pelo desenvolvimento de uma capacidade de autorreflexão que fiscalize as nossas reações internas mais automáticas. “Muitas vezes, a nossa primeira reação envolve uma avaliação negativa. É útil apercebermo-nos disso e tentarmos arranjar maneiras diferentes de abordar a situação”, explica Lee, citada pelo The Guardian.

A amostra do estudo envolveu apenas homens, mas Lee e os outros investigadores acreditam que os resultados também se verificarão se mulheres forem testadas.

FONTE José Gonçalves Neves visao.sapo.pt

FOTO Getty Images

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